A filosofia da mente é inaugurada oficialmente em meados do século XX. A partir de uma metodologia filosófico-interdisciplinar, trata de problemas filosóficos milenares, tais como a natureza da mente, de estados e processos mentais, das suas conexões com o corpo e o ambiente, das relações entre cognição, emoção e ação, do papel da intencionalidade, consciência, subjetividade, causação mental nos eventos mentais. Com o desenvolvimento de artefatos de processamento de informação, a partir da década de 1950, despontaram na agenda desta disciplina questões referentes à possibilidade de uma Inteligência Artificial. Debates em torno da questão defendiam ou negavam a possibilidade de certos sistemas físicos produzidos pelo ser humano possuírem uma mentalidade, ou seja, apresentarem estados e faculdades mentais, acessíveis a terceiros. Entretanto, foi o século XXI, especialmente esta década, que testemunhou o surgimento de sistemas de Inteligência Artificial capazes, em tese, de gerar conteúdos, entender a linguagem humana, possuir estados e faculdades cognitivas, realizar tarefas práticas inteligentes. Para muitos de seus criadores, pode-se mostrar que tais sistemas exibem cognição, intencionalidade, autonomia, inteligência, até mesmo consciência e subjetividade. Dado este cenário, a XII edição do Colóquio Internacional de Filosofia da Mente tem como finalidade reunir pesquisadores em torno do tema “Mentalidades naturais e artificiais”. A questão principal a ser debatida, a partir de um debate filosófico-interdisciplinar, gira em torno das características mentalísticas de sistemas. Ao fomentar o debate sobre o estatuto ontológico, epistêmico e semântico do mentalismo de máquinas, artificias ou naturais, o evento também busca refletir seus alcances positivos e negativos de intervenção no meio ambiente. Por fim, o evento tem por finalidade instituir uma sociedade internacional, focada no espaço ibero-americano, em filosofia da mente e da informação, incentivando o fortalecimento da pesquisa na área no Brasil.

